Gasoduto percorre 670 km de selva no Amazonas
26/11/2009
Gasoduto percorre 670 km de selva no Amazonas
Foto: Divulgação
Kaxiana
O presidente Lula comandou nesta quinta-feira, 26/11, em Manaus, na capital amazonense, um marco significativo para a história da energia na Amazônia brasileira. Ele inaugurou o gasoduto Urucu-Coari-Manaus, obra de 670 km de extensão que, simplesmente, vai mudar para melhor a matriz energética da região, que deixará de consumir óleo diesel para consumir gás natural.
O feito de Lula tem três significados de grande importância para a Amazônia e o Brasil. O primeiro será de ordem econômica, pois o gás natural abundante da região de Urucu irá garantir a expansão das atividades da indústria, da agricultura e do comércio do Amazonas e dos demais estados situados na Amazônia Ocidental.
O segundo significado ocorrerá na área social, pois os estados consumidores do gás vão elevar ainda mais o nível de emprego de seus mercados. Com mais renda e mais emprego do gás natural, reduz ainda mais a pressão das populações locais sobre a floresta. O parque industrial da Zona Franca de Manaus já é um grande redutor do desmatamento, permitindo que a floresta do Amazonas, o maior estado florestal do planeta, seja a mais preservada da Amazônia.
O terceiro significado, tão importante quanto os dois primeiros, vai acontecer na área ambiental, pois o gás natural é no mínimo 30% menos poluente que derivados de petróleo, como o diesel e o óleo combustível. A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, calculou em 1,2 milhão de toneladas por ano a redução das emissões de gás carbônico que representará a troca do uso do diesel por gás natural na Amazônia.
Em termos financeiros, o uso do gás natural de Urucu vai significar aumentos extraordinários no repasse de royalties que a Petrobras promove anualmente, por exemplo, para o governo e os principais municípios produtores e consumidores do Estado do Amazonas. Se bem aplicados, esses recursos podem implicar no desenvolvimento de atividades empresariais sustentáveis, que não impliquem em mais desmatamento na região amazônica.
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