Índios manejam criação de quelônios
23/11/2009
Índios precisam melhorar sua qualidade de vida, que é muito baixa na Amazônia
Foto: Divulgação
Kaxiana (*)
A preservação da Amazônia passa, necessariamente, pela geração de renda e empregos de sua população para evitar que ela ameace derrubar a floresta para dar de comer aos filhos e filhas. E essa geração de empregos e renda pode perfeitamente vir do manejo sustentável da flora e da fauna da região.
Foi visando esse objetivo que está se realizando no Centro de Formação dos Povos da Floresta (CFPF), em Rio Branco (AC), a oficina denominada “Intercâmbio entre Manejadores de Quelônios”. O evento é uma realização da Comissão Pró-Índio do Acre (CPI/AC), SOS Amazônia, Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O evento se destina a moradores de terras indígenas (TIs) e unidades de conservação que desenvolvem atividades de manejo de quelônios na sua comunidade. Participam do intercâmbio indígenas dos povos Manchineri e Jaminawa (TI Mamoadate), Kaxinawá (TIs Igarapé do Caucho e Kaxinawá do Rio Jordão) e Katukina (TI Katukina do Campinas), além de representantes da Reserva Extrativista do Alto Juruá e do Parque Nacional da Serra do Divisor.
O intercâmbio acontece até esta terça-feira, 24/11, tem como objetivo a troca de informações e experiências entre os participantes; a sensibilização dos manejadores para a importância da conservação da fauna para o ecossistema da Amazônia; e a capacitação em trabalhos de manejo.
Nos sete dias de oficina, os representantes das terras indígenas e unidades de conservação estão abordando as experiências de criação de quelônios desenvolvidas na comunidade. Também está havendo apresentações dos trabalhos do Ibama e da Seaprof e uma palestra proferida pela SOS Amazônia sobre a biodiversidade na amazônica e a importância ecológica da fauna.
Durante o intercâmbio, os participantes visitaram a experiências de manejo na Estância da Terra e conheceram os projetos da Associação SOS Quelônios, no rio Abunã, no município de Acrelândia, e Caboclinho da Mata, da Universidade Federal do Acre (Ufac) e Seaprof. Na tarde do último sábado, 21/11, eles participaram de atividades práticas na criação de quelônios do Centro de Formação dos Povos da Floresta.
(*) Com informações da Agência de Notícias do Acre.
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