Amazônia discute arborização urbana
19/10/2009
Cidades da Amazônia precisam ser mais arborizadas
Foto: Divulgação
Edmilson Ferreira (*)
O governo do Acre abriu neste domingo, 18/10, no Teatro Plácido de Castro, o 13º Congresso Brasileiro de Arborização Urbana, uma realização da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) e instituições parceiras. Pelo menos 400 inscritos de 22 Estados brasileiros e cinco países estarão em Rio Branco até o próximo dia 21 de outubro debatendo e apresentando experiências ligadas ao paisagismo e arboricultura.
“Trouxemos este congresso para o Acre com a convicção de que temos o que apresentar aos presentes", declarou Eduardo Vieira, secretário de Estado de Obras Públicas e coordenador-geral do congresso.
O prefeito Raimundo Angelim, secretários do Governo do Estado e da Prefeitura de Rio Branco, além de estudantes, cientistas e interessados no assunto estiveram participando da cerimônia, iniciada com a apresentação do grupo Som da Floresta, que reúne meninos e meninos no estudo da música como processo de inclusão social. "Nossa história é cheia de desafios. A realização deste congresso é uma prova inconteste da capacidade de realizar enfrentando dificuldades", disse o prefeito Raimundo Angelim.
A SBAU foi fundada em 16 de setembro de 1992, em Vitória (ES) por iniciativa de técnicos de prefeituras, professores universitários, pesquisadores e empresários de ramos ligados à arboricultura. O grupo vinha se reunindo em encontros técnicos de caráter nacional.
Para esta edição do congresso foi definido o tema "diversidade na floresta e na cidade", pelo qual pretende-se estimular o poder público e a sociedade para a conservação e ampliação dos espaços verdes dentro dos limites das cidades, destacando a sua importância, a necessidade de sua sustentabilidade dos recursos naturais, da pesquisa técnica com base nas espécies da Amazônia e a implantação de políticas públicas voltadas à formação, recuperação e manutenção de florestas urbanas. O evento tem ainda, a responsabilidade de discutir questões voltadas à implantação das espécies no meio urbano, a partir do intercâmbio de experiências, ideias e propostas, uniformizando ações que possam garantir melhoria na qualidade do ambiente urbano.
Na abertura foram homenageados Manoel Cavalcante, de 85 anos, o mais antigo paisagista do Acre, responsável pela execução dos projetos de 54 praças da capital, além das paisagistas Maria do Carmo e Maria Alice de Souza e do presidente da SBAU, Pedro Mendes. "Capacitar é preemente e notório, e um das formas de se fazer isso é realizando congressos como este", disse Mendes, que avalia que não apenas o Acre como toda a Região Norte tem ampla contribuição a dar com o tema. "A Amazônia é grande fonte de riqueza vegetal e temos carência do uso de espécies nativas. O que se precisa é fomentar a pesquisa", disse Mendes.
Nesse contexto, informa o coordenador-geral do evento, o foco do congresso em Rio Branco é mostrar a arborização como um instrumento de desenvolvimento, capaz de proporcionar melhores condições de conforto ambiental e qualidade de vida nas cidades brasileiras e na Amazônia explorar o potencial da sua biodiversidade. A programação oficial começou na manhã desta segunda-feira, 19, no campus da Universidade Federal do Acre com a mesa redonda sobre as experiências da Amazônia Pan-Americana, países europeus e americanos com arborização urbana envolvendo espécies nativas.
(*) Da Agência de Notícias do Acre.
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