Ricos começam a mostrar bondades
09/10/2009
Amazônia começa a despertar interesse ao mundo dos ricos
Foto: Romerito Aquino
Kaxiana
Finalmente, as grandes nações começam a ver que precisam ajudar o Brasil e outros países com florestas tropicais a evitarem o desmatamento para reduzir a emissão dos gases de efeito estufa que estão contribuindo para o aquecimento do planeta.
É o que acaba de fazer, pelo menos na teoria, os Estados Unidos, que se declararam a disposição para ajudar o Brasil e outros países a evitar o desmatamento. A promessa veio do principal negociador norte-americano para o clima, Jonathan Pershing, que afirmou na quarta-feira, 07/10, em Bangcoc, na Tailândia, na reunião promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que o desmatamento precisa ser controlado e que seu país "tem de apoiar a questão".
O representante norte-americano informou que "estamos vendo o que a ciência diz sobre florestas no mundo”. “Elas estão levando a substanciais porções de emissão de gases-estufa. Então, qualquer coisa que possamos fazer como comunidade internacional para ajudar a reduzir o desmatamento e melhorar as práticas de uso do solo parece uma boa ideia", completou Pershing falando ao jornal O Estado de São Paulo.
Segundo lembrou o jornal paulista, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) garante que o desmatamento da Amazônia brasileira contribui com cerca de 2,5% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa.
Uma das formas de financiar a diminuição do desmatamento é o mecanismo chamado de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal (REDD), que permitiria aos países desenvolvidos receber créditos de carbono pelo financiamento de projetos de conservação que reduzam o desmatamento nos países em desenvolvimento.
Segundo Jonathan Pershing, além do REDD, porém, os EUA levam em conta outras maneiras de prover recursos para diminuir o desmate. "Existem outros métodos, como empréstimos e subvenções diretas. Colocamos todos eles no projeto de lei de energia e clima que está no Senado."
Na quinta-feira, 08/10, Jonathan Pershing elogiou ações de países emergentes para reduzir emissões e citou China, Índia, Brasil e África do Sul. Entretanto, voltou a demonstrar que os EUA querem um acordo em que os países em desenvolvimento também tenham responsabilidades, mesmo que diferenciadas - já que os países industrializados têm responsabilidade histórica. "Estamos menos confortáveis com a ideia de que a comunidade internacional só se importa com as ações de cerca de 30 países (os industrializados)."
(*) Com informações do jornal O Estado de São Paulo.
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